quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Biográfico
Nasci canhoto de fim de agosto
mês de cachorro louco
ventos fortes, mau agouro
deve que a molecada soltava pipa
deve que doeu o parto
normal
virgem pra sagitário
em ano de coelho
Pequeno, menos de meio metro
e inteligente, noctívago, colérico
Me matando e me vivendo
correndo atrás e fugindo
cresci
para mais de metro e meio
de alegria muda e desespero falastrão
sem canetas nem pernas com vontade própria
tenho tudo que está comigo
mas devo muito.
mês de cachorro louco
ventos fortes, mau agouro
deve que a molecada soltava pipa
deve que doeu o parto
normal
virgem pra sagitário
em ano de coelho
Pequeno, menos de meio metro
e inteligente, noctívago, colérico
Me matando e me vivendo
correndo atrás e fugindo
cresci
para mais de metro e meio
de alegria muda e desespero falastrão
sem canetas nem pernas com vontade própria
tenho tudo que está comigo
mas devo muito.
sábado, 25 de setembro de 2010
noite alta
Às três da madrugada eu acordado
E tenho compromisso logo cedo!
Desligo a luz, religo-a, preocupado
Se durmo agora é certo que me excedo
Pra histórias de Morfeu não dou enredo
Café será um amigo e aliado
Às três da madrugada, eu acordado
E tenho compromisso logo cedo!
Mas devem perceber o meu estado
Parecerei de mim um arremedo
Só pode ser mandinga, mau olhado
Se passo a noite insone fico azedo
Às três da madrugada eu acordado...
E tenho compromisso logo cedo!
Desligo a luz, religo-a, preocupado
Se durmo agora é certo que me excedo
Pra histórias de Morfeu não dou enredo
Café será um amigo e aliado
Às três da madrugada, eu acordado
E tenho compromisso logo cedo!
Mas devem perceber o meu estado
Parecerei de mim um arremedo
Só pode ser mandinga, mau olhado
Se passo a noite insone fico azedo
Às três da madrugada eu acordado...
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Ira
É quando o ódio queima e ganha algo cortante
em que seu próprio instante escolhe qual destino
entre o ferver do sangue ou se manter cretino
entre abrir mão do gume ou se fincar adiante
é quando a ira mira o ser culpado à frente
em que o cartucho teima em se fazer de plano
a raiva merecendo e logo após o cano
e covardia teme o dano e se ressente
entre vingança pronta em garfo fumegante
ou refrear-se o impulso e sufocar de sede
entre o sentir-se besta e a fera ao seu comando
é quando o sem razão acode ou foge errante
e senso é seu algoz e está contra a parede
e seu juízo surta ou segue se ferrando.
em que seu próprio instante escolhe qual destino
entre o ferver do sangue ou se manter cretino
entre abrir mão do gume ou se fincar adiante
é quando a ira mira o ser culpado à frente
em que o cartucho teima em se fazer de plano
a raiva merecendo e logo após o cano
e covardia teme o dano e se ressente
entre vingança pronta em garfo fumegante
ou refrear-se o impulso e sufocar de sede
entre o sentir-se besta e a fera ao seu comando
é quando o sem razão acode ou foge errante
e senso é seu algoz e está contra a parede
e seu juízo surta ou segue se ferrando.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Primavera
Eu sinto como houvesse um reinício
setembro, quando passa do equinócio
É o mundo que convida o olhar e o ócio
é flora que encontrou tempo propício
Beleza, muito mais que mero indício
desfilando mais leve, doce e dócil
Primavera zelosa, um sacerdócio
que só finda em dezembro, no solstício
Celebrando estação de mais amores
assaltam nossas ruas vivas cores
céu azul, tempo ameno, belos dias
Surgem ninhos, abelhas, girassóis
sensação que eu e o outro somos nós
natureza declama poesias.
setembro, quando passa do equinócio
É o mundo que convida o olhar e o ócio
é flora que encontrou tempo propício
Beleza, muito mais que mero indício
desfilando mais leve, doce e dócil
Primavera zelosa, um sacerdócio
que só finda em dezembro, no solstício
Celebrando estação de mais amores
assaltam nossas ruas vivas cores
céu azul, tempo ameno, belos dias
Surgem ninhos, abelhas, girassóis
sensação que eu e o outro somos nós
natureza declama poesias.
domingo, 12 de setembro de 2010
Tempos
Inexoravelmente o tempo esquece
e a memória envelhece perde o viço
imagens antes muito mais que isso
desbotam em conjunto co interesse
é quase como o eterno nos dissesse
que nosso senso é frágil quebradiço
e fica nalgum limbo movediço
que a cada novo olhar outro parece
os sonhos são carentes de futuro
e juras proferidas no passado
se furtam nas vontades de presente
pretérito se esconde atrás de um muro
desejo em si percebe o estar fadado
ao frio que no tempo se pressente.
e a memória envelhece perde o viço
imagens antes muito mais que isso
desbotam em conjunto co interesse
é quase como o eterno nos dissesse
que nosso senso é frágil quebradiço
e fica nalgum limbo movediço
que a cada novo olhar outro parece
os sonhos são carentes de futuro
e juras proferidas no passado
se furtam nas vontades de presente
pretérito se esconde atrás de um muro
desejo em si percebe o estar fadado
ao frio que no tempo se pressente.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vagando
Restou-me esta tristeza tão doída
Sozinho e repetindo o descompasso
O mau humor lotou meu pouco espaço
Fiquei aqui sem sono nem saída
Sobrei, pior, rastejo em minha vida
E caravanas ladram quando eu passo
Memórias promovendo um panelaço
Pedindo a direção que foi perdida
Fiquei com microondas, frigobar
E a cada dia mais roto e largado
Querendo e tendo medo de encontrá-la
Só eu, sem lado ou voz, sem vez nem par
Sofrendo e tendo dó do meu estado
Vagando à noite neste quarto-e-sala.
Sozinho e repetindo o descompasso
O mau humor lotou meu pouco espaço
Fiquei aqui sem sono nem saída
Sobrei, pior, rastejo em minha vida
E caravanas ladram quando eu passo
Memórias promovendo um panelaço
Pedindo a direção que foi perdida
Fiquei com microondas, frigobar
E a cada dia mais roto e largado
Querendo e tendo medo de encontrá-la
Só eu, sem lado ou voz, sem vez nem par
Sofrendo e tendo dó do meu estado
Vagando à noite neste quarto-e-sala.
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